Nos últimos dias as notícias foram muito fortes contra algumas fórmulas infantis produzidas pela Nestlé. No centro da questão está a contaminação perigosa por bacilo Cereus.
O Bacillus cereus é uma bactéria comum no ambiente, gram-positiva, anaeróbica facultativa e produtora de toxinas. Pode ser encontrada no solo, na vegetação e nos alimentos. Em condições normais, esse microrganismo não representa risco à segurança alimentar. No entanto, possui potencial para produzir substâncias tóxicas, como a cereulide, capaz de causar reações adversas em alguns casos.
Os sintomas mais frequentes incluem vômitos persistentes, diarreia e letargia incomum, podendo surgir em até seis horas após o consumo do alimento contaminado.
O Bacillus cereus tem a capacidade de formar esporos, o que lhe permite sobreviver por longos períodos em condições ambientais adversas. Quando os alimentos não são resfriados adequadamente ou permanecem armazenados em temperaturas acima do recomendado (entre 4 °C e 7 °C), esses esporos podem germinar, permitindo a multiplicação da bactéria a níveis perigosos.
Nessas condições, ocorre a produção de toxinas pré-formadas em grande quantidade, que, quando ingeridas, podem causar doenças gastrointestinais, que são as manifestações mais comuns da infecção. Entre as toxinas secretadas estão hemolisinas, fosfolipases e proteases.
Como ocorreu a contaminação?
Segundo sites especializados e textos científicos a contaminação foi identificada no óleo de ácido araquidônico (ARA) e em misturas de óleos utilizadas na produção de fórmulas infantis, o que levou à decisão de ampliar o recall de forma internacional.
A toxina foi detectada em produtos provenientes de uma fábrica localizada na Holanda, associada a um ingrediente fornecido por um fornecedor global terceirizado de óleos.
Ainda há muito por ser explicado e entendido pela comunidade médica, até lá evite consumir esses produtos.
