A redução do apetite é um fenômeno muito frequente no envelhecimento e é conhecida como “anorexia do envelhecimento”. Ela costuma resultar da combinação de diversos fatores fisiológicos, psicológicos, sociais e relacionados a doenças ou medicamentos.
As principais causas incluem:
– Alterações hormonais: com o envelhecimento, aumentam os hormônios que promovem saciedade (como a colecistocinina) e diminuem os sinais de fome, fazendo com que a pessoa se sinta satisfeita mais rapidamente.
– Redução do paladar e do olfato: os alimentos tornam-se menos saborosos, diminuindo o prazer em comer.
– Esvaziamento gástrico mais lento: O estômago permanece cheio por mais tempo, prolongando a sensação de saciedade.
– Perda de massa muscular (sarcopenia): a menor demanda energética pode reduzir naturalmente a fome.
– Problemas de mastigação e deglutição: perda dentária, próteses inadequadas e dificuldades para engolir tornam a alimentação mais difícil.
– Doenças crônicas: insuficiência cardíaca, doença renal, câncer, doenças pulmonares, demência e depressão frequentemente reduzem o apetite.
– Uso de medicamentos: muitos fármacos podem alterar o paladar, causar náuseas, boca seca ou reduzir a fome.
– Fatores emocionais e sociais: solidão, luto, isolamento social e depressão estão entre as causas mais comuns de perda de apetite em idosos.
– Constipação intestinal: bastante frequente nessa faixa etária, também pode diminuir a vontade de comer.
A redução persistente do apetite pode levar à desnutrição, perda de massa e força muscular, piora da imunidade, maior risco de quedas, atraso na recuperação de doenças e redução da qualidade de vida.
É importante investigar quando houver: perda de peso involuntária;
redução importante da ingestão alimentar por mais de alguns dias;
fadiga, fraqueza ou perda de força;
dificuldade para mastigar ou engolir;
sintomas como dor, náuseas ou alterações intestinais persistentes.
Dr. Daniel Magnoni
